sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Relações Públicas

Uau! Quase 2 meses sem aparecer... como passa rápido. Mas também muita coisa aconteceu. Só que tudo isso é assunto pra outro post, hoje quero me dedicar a algo que me realiza, que me faz cada dia melhor e me cada dia querer mais: minha profissão.
Durante o dia de hoje (ainda não dormi, então ainda é dia 2 de Dezembro, #DiadoRP!) muita coisa foi dita, estivemos até no Trending Topics! Mas quero dar um testemunho do que significa Relações Públicas - como atividade e como profissão. Quero ser passional, intensa e completamente verdadeira.

Não vou me editar muito, nem vou colocar mil cores e tamanhos de fonte. Quero ser honesta, séria e assertiva no que tenho a dividir com você, porque RP sempre esteve nos meus planos, entendia que era um segunda faculdade importante para minha vocação, Moda. Adorava desenhar, criar, inventar coisas, desenhei e confeccionei muita coisa e sempre soube que um bom estilista precisaria de um cara pra fazer assessoria de imprensa e cuidar da produção dos desfiles, por isso sabia que precisava de RP.
Pensei em cursar ambos, simultaneamente, mas optei por RP - naquele tempo moda era algo muito embrionário no Brasil, mais que RP (1998). E nos dois primeiros anos descobri que "aquilo" era o que eu queria, sempre tive a imagem da executiva bem sucedida na cabeça, talvez por ver as outras mulheres da família, essa imagem tenha se fixado na minha mente.
Pronto, estava no caminho e fiz tudo o que estava ao meu alcance pra conseguir. Sempre fui envolvida, a engajada da turma e de lá pra cá me tornei professora (apaixonada há 7 anos), fui da diretoria do Conrerp (conselho de RP) por seis anos, conheci pessoas incríveis, que nem imaginava dizer um olá, trabalhei em lugares diversos uns muito legais outros mais ou menos, cultivei amigos por onde passei e os mantive desde os tempos de Metô e agora estou aqui.

Pois é, estou aqui! Feliz da vida, em plena realização, desenvolvendo minha empresa, fazendo RP de verdade, gerando resultados concretos, apagando incêncio às vezes e planejando estrategicamente outras.

Aprendi tanto nesses 12 anos e sou tão agradecida por ter me apaixonado e abraçado à minha profissão, porque ela é desafiadora, incomum, certinha e louca (criativa) ao mesmo tempo, inventiva, sistêmica.... mas o que mais me prende, o que mais alimenta esse amor é o desafio que está em RP: o desafio de legitimação do grande público, de reconhecimento empresarial, de entendimento das nossas famílias, de fazer algo novo, apropriado e correto sempre... nossa!

Minha relação com RP é como aquele casal de velhinho que fazem boas de ouro e que continua com olhar adolescente de um pro outro, espera achar algo novo ou achar de novo aquilo que é encantador.

Acho que é isso. RP e eu seremos sempre namorados. Ás vezes a gente tem uma discussão, uma desconfiança, uma briguinha, mas é só pra fazer as pazes depois e realimentar o amor! É... é isso mesmo: Eu amo minha profissão, eu amo ser Relações Públicas (com tudo de bom e ruim que rola dentro e em torno disso).

Pra mim e pra todos vocês, Feliz #DiadoRP!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A arte da docência

Me lembro como se fosse hoje.
Era fim de agosto quando toca meu telefone e Maria Aparecida Ferrari me chama pra uma reunião, ocasião que me convidaria para lecionar, para começar nessa arte. Fábio França estava se licenciando por motivos de saúde e ambos concluíram que eu seria um bom nome pra substituí-lo em algumas matérias.
Como dizer não a um convite desses???? Não se diz não a um convite desse e ponto final.
Quando eu iria imaginar que meus professores me convidariam para ser colega deles com apenas 2 anos de graduada e com a pós em curso.

De lá pra cá, passaram-se 7 anos de Metodista, Belas Artes e Faat... Muitas carinhas, muitas vidas que vi desabrochando, muito stress, muita prova pra corrigir e diário de classe pra preencher.
A vida do professor não é nada fácil, é cheia de responsabilidade e trabalho quase que 24h porque há tb a parte da postura, né... E ainda temos que ouvir: você trabalha ou só da aula?- É mole?!
Houve um tempo em que lecionava quase todos os dias e vi que era ainda mais trabalhoso que estar full time no mercado. Hoje me divido entre academia e mercado, sim, eu "trabalho e dou aula"...!

Lecionar é uma arte, é um exercício de humanidade, de humildade, de convivência e principalmente de tolerância e adaptação. Cada turma que vem é uma, é única e cada integrante da turma precisa de um tratamento específico, de um tipo de atenção. E não pense que a coisa acaba em sala de aula ou se resume ao conteúdo da carreira, é preciso entender um pouco das histórias daquelas pessoas, enfrentar divórcios, términos de namoro, morte de cachorro, batalha por estágio, incertezas profissionais, crises pessoais e muito mais. É preciso saber, conhecer seu aluno e isso é muito mais que saber/decorar o nome dele. Muitas vezes essa participação é até mais importante que seu papel formal e tradicional de educador, ser companheiro da jornada da aprendizagem também é fundamental para despertar a vontade e a curiosidade naquele que aprende junto com você.

Tenho que reconhecer que de uns tempos pra cá as coisas tem sido complicadas, mas faz parte de qualquer mercado em evolução. Sempre haverá professor ruim e aluno chato, professor chato e aluno ruim. Mas é exercício, lembra?

O melhor de ser um docente não é ensinar, mas aprender um pouquinho com cada pessoa que passa na sua vida, aprender desde as gírias mais recentes (!) como novos conceitos e valores a partir das histórias de cada um. Eu adoro lecionar, adoro ser professora, adoro ser confundida com aluno até hoje!!! (lecionar remoça, tenho essa teoria). Curto muuuito sair com meus alunos e ex-alunos, dar risada, falar besteira e de vez em quando receber um e-mail pra dar conselhos (acha?) ou pra me convidar pra formatura (só pra me verem me acabando de chorar).

Enfim ADORO ser professora. E olha que demorei pra aceitar/assimilar essa condição e ter gente me chamando assim.

Sim, esta tambem sou eu: Thaís, a Thá, fessora, prô, prófi, prófis, profê, professora.

Beijos a todos ao meus professores todos, desde a tia Nancy da fase I, tia Fátima da primeira série, Manon (6ª série) e Marilda (1º colegial) -por bloquearem matemática por um longo tempo na minha vida -, queridos professores-amigos da faculdade, professores-feras da pós na FGV, colegas das instituições pelas quais passei, mas hoje o beijo é especial para os mais de 300 rostinhos que já passaram por mim.

Queridos alunos,
Saibam que nunca esqueço de vocês, das passagens em sala ou exta-classe, de cada momento (às vezes esqueço o nome, mas conheço cada um). Espero que a vida de vocês seja tão linda quanto as experiências que me proporcionaram. Obrigada!


Menção especial para professores oficiais e oficiosos que me ensinam todo dia:
Família (é mta gente!), João Henrique Siqueira (professor e marido), Ana Manssour, Rodrigo Cogo, Leni Pontinha, Isabel Rodrigues, João Fortunato, Rose (doméstica e gladiadora!), Elaine Lina de Oliveira, Maria José, Margarida Kunsch, Waldemar Kunsch, Isildinha (Isis) Martins, Denise Guazzelli, Jocélia Mainardi, Luis Massoco, Maria Aparecida Ferrari, Fabio França, Luis Alberto de Farias, Silvana Nader, Maura Padula, James Grunig, Claudia de Cilo, Marcia Ceschini, Everton Schultz, Gisele Lorenzetti, Gislaine Rossetti, Carlos Carvalho, Sidnéia Gomes Freitas, Wilson Bueno, Marques de Mello, Marcia Tondato, Carolina Terra, Edney (Interney), Eduardo Sphôr, Tucano ou Fernando Russel, Alexandre Ottoni, Deive Pazos Gerpe, Fabio Yabu, Etevaldo Siqueira, Danilo Andreoli, Maria Helena Santana Martins. Entre outras tantos mestres.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

"Cada idade tem seu prazer e sua dor", vó Julia (1912-2003)


Sempre que vejo essa figura (e algumas outras do cenários nacional de celebrities) penso nisso, nessa frase que minha avó me ensinou pouco antes de morrer aos 91 anos.

Entendo que as pessoas em geral, homens e mulheres, devem se cuidar, envelhecer bem, estarem bem apresentadas, mas tudo tem limite, né? Acho que envelhecer exige uma certa sabedoria e até um pouco de bom senso.
 
Já que envelhecer é regra do jogo vamos encarar com naturalidade, saúde e um pouco mais de bom humor. Tem alguns costumes que devem ser mantidos, alguns ditos que são verdadeiros, como: canja de galinha e cautela (e limite nunca) não faz mal a ninguém! - mas se você não tem... Ai, meu amigo... A coisa pode ficar literalmente feia.

Compreender que cada idade tem seu prazer e sua dor é até simples, não concorda?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dá pra viver disso?

Semana passada estive fora alguns dias.
Viajei a trabalho e para um congresso que abordou Relações Públicas e Sustentabilidade.
Bom, até ai sem novidade. Tudo se passava muito bem, até que um conhecido indaga ao meu marido com muita estranheza e surpresa: "Relações Públicas? Mas dá pra viver disso?"
Fala sério!?
Puxei a cordinha na hora, né motorista!

Toda profissão, atualmente, é complicada pra se engatar uma carreira, Relações Públicas não está fora disso, mas se o desconhecimento (eufemismo pra ignorância) não te permite enxergar do que se trata e pode gerar resultados tanto para empresas como profissionais, por favor, não me venha com esse tipo de pergunta que ainda trouxe um "tantinho" de desprezo. Aliás, essas são oportunidades de aprendizado de se conhecer o novo, mas isso apenas para aqueles que tem humildade e querem ampliar seus horizontes.

Lamentável, hein!?! Vai descer, motorista!



Ah! Ficam ai umas dicas de leitura pra saber se é possível fazer algum com RP:
Portal Exame: http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/relacoes-publicas-tem-futuro-promissor-brasil-565158.html

Blog É Comunicação: http://ecomunicacao.wordpress.com/2008/09/23/relacoes-publicas-e-uma-das-10-carreiras-mais-promissoras/

Eleições ou premiações?

Tem algumas coisas que rolam por aqui, sr. Motorista, que só me levam à conclusão de que temos um país de fanfarrões que pedem pra ficar - e são atendidos.

Essa parada de eleições... esse exercício de cidadania e fortalecimento da democracia que... ahhhhhh pelo amor de Deus! Quantos por cento da população sabe escrever democracia e quantos sabem o que é mesmo cidadania?

Votei conscientemente, votei obrigatoriamente, mas votei com racionalidade e com total segurança de cada escolha, nada de premiar alguém porque vou com a cara. Aliás, se fosse assim melhor eleger o Thiago Lacerda (né mulherada?)

Não vou ficar aqui repetindo o tamanho da patifaria que se repete a cada época eleitoral em candidaturas absurdas e que são chacotas baixas com cada criatura normal e racional desta... "nação". Até porque essa cena calhorda é apoiada por aqueles que ainda são chamados de cidadãos, portanto só tenho muito a lamentar, além de fazer minha parte bem feitinha e ponto final.

Então, o que vou fazer aqui é expor minhas insatisfações, inconformismo e incômodos em relação a essa premiação aos cargos públicos:

1. Ficha Limpa
É engano meu ou ter a ficha política "limpa" passou a ser uma qualidade e não uma prerrogativa?

Dúvida: para representar a população basta não ter cometido nenhuma falta política? Estupro, agressão física, assassinato em série, extelionato, conduta moral duvidosa, vida dupla e outras atitudes, ações ou comportamentos que a pessoa pratique ou tenha praticado não são importantes?

2. Idoneidade
Pra comprar alguma coisa vc precisa ter seu nome limpo. Pra ser candidato não. Você não acha isso meio estranho?
"Ah, meu caro, estão cobrando muito de você, hein!"

Pra se construir uma carreira bacana, conquistar bons empregos e cargos é preciso boa formação, idiomas e até mesmo vivência no exterior. Pra ser candidato a um cargo político não. Ainda acha só "meio" estranho isso?
"Mas aonde é que que nós vamos parar!?!"
"É por isso (qual dos dois) que esse país não vai pra frente..."

Curioso, isso não...?

3. Emprego
Um candidato a estagiário que não tenha um terno pra uma entrevista é descartado. Ou que fale gírias ou mesmo que more em locais marginais da cidade. Mas um candidato por se vestir de palhaço, pode falar errado, pode ter agredido a própria esposa, pode ser um usuário reincidente de drogas...

Aliás, um candidato pode ser qualquer coisa. Até analfabeto funcional. Não precisa ter engajamento ou entendimento político, né Romário, Marcelinho Carioca, Sergio Reis, KLB Brothers, Mulheres-fruta e tantos outros fanfarrões que sacaneiam cada brasileiro e ainda são aplaudidos, ovacionados por uma fatia da população que mescla outros fanfarrões e muitos ignorantes.

Aos fanfarrões... acho melhor nem me manifestar, porque esses tem consciência, estudo, tudo o que é preciso pra ter algum discernimento, mas abrem mão. E aos ignorantes, sorte! Sorte pra que consigam evoluir em suas vidas, estudos e compreensão das coisas como são neste país e como afetam a si e à sociedade.

4. Mas que papelão, hein!?!
Essa frase vai para:
- Netinho de Paula, que no Pânico apertou a mão do Vesgo, mostrando que é um grandicíssimo... típico poítico brasileiro, o mais caricato e desprezível deles.
- Sr. Presidente da República, que por mais respeito que tenha à sua história, não posso achar correto que apóie determinado candidato enquanto ainda está presidente, deveria se afastar do cargo para fazer esse tipo de campanha.
- José Serra, que faz uma cara de simpático e sorridente e só assusta mais ainda querendo ser o que não é.
- Alckmin e Cassab, que ficam posando em fotinhos com o Serra como se fossem os três mosqueteiros, compadres e amigos de infância.
- Sra. Roriz. Ah! Faça-me o favor! Dê-se ao respeito, tenha auto-estima e não uma boneca de forró na mão do sr. seu marido.
- Ah! Dona Roseana e sr. Jader, vocês também podem tomar um pouquinho de vergonha, né?
- Excelentíssimos Senhores Ministros do TSE. Juram pelo salário de vocês que ainda estão pensando se o "Ficha Limpa" vai OU NÃO valer pra este pleito?

5. Cidadania e consciência
Cada vez mais realizo que um dia as coisas serão melhores aqui. Não sei se até lá estarei viva, ainda pretendendo viver até os 90, pelo menos. Mas essa realização, essa compreensão da realidade do país e das pessoas, principalmente, que aqui vivem - (sejam brasileiras ou não. porque isso contamina mais que a dengue ou a gripe do porco) - que se solidifica em mim a cada dia, a cada informação do meu próprio círculo social, só me entristece e me faz crer fielmente de que EU é que tenho que fazer o meu e pra mim e pros meus. EU é que tenho que fazer a minha parte para mim e para o todo e sem esperar nada em troca, ou melhor, tendo em troca apenas a consiência limpa, o real exercício da cidadania e a tranquilidade de que dei meu melhor e fiz o que pude por mim, pelos meus e pelo todo para o bem comum.
Faço isso sendo honesta nas minhas relações pessoais e de trabalho, por meio da docência, por meio da fé, caridade e da amizade. Mas a partir deste ano passei a fazer acontecer através de atitudes e ações concretas, porque não se vive só de ideais ou de comportamentos individuais, de fato mobilizar é algo importante e necessário.


Agora chega. Preciso começar a pensar em quem votar no segundo turno presidencial.
E essa coisa de mobilizar e fazer acontecer vou contando aqui no blog conforme as coisas puderem ser anunciadas e também forem sendo realizadas.

Finalizo com uma inquietação (que parece ser exclusiva à minha pessoa) a quem interessar possa ou a aos profissionais das leis:

O comportamento jocoso do candidato a Deputado Federal Tiririca não é passível de ação judicial, uma vez que ironiza e ridiculariza o cargo pretendido e conseqüentemente a casa pública em que pretende trabalhar? Não seria passível de ação, já que existe todo um "esforço" do governo e dos partidos para que se entenda a importância de uma eleição e vem um candidato completamente na contramão desse movimento?

Nesse caso, o Ministério Público não está representando o povo ou defendendo as insittuições/constituição/república, está?

Vai descer, motorista! Nessa viagem não vou nem que me prometam uma dentadura.

Correria, vida, tempo e boas novas

Nossa, mais de 1 mês sem puxar a cordinha. Este setembro foi atípico...
Perdi o tempo da coisa e ai percebi que perdi um pouco de vida também.

Paciência.

A partir de outubro algumas coisas vão mudar - claro que pra melhor! - e outras vão surgir, coisas completamente novas! Tudo muito que vier será SUPER DO BEM e aos poucos vou anunciando todas elas aqui.

A primeira que adianto é que vou estar mais presente aqui, não vou esvrever grandes manifestos ou críticas sempre, mas vou dar umas passadinhas pra contar o que anda rolando no mundo, na vida e como tá difícil viver sem puxar a cordinha!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Mil em uma

Nossa, consegui pegar um ônibus depois de tanto tempo. E esse sumiço me ensinou uma lição bacana, já com vinte e dez anos já deveria ter aprendido: não sou mil, sou apenas uma.

As coisas no trabalho se avolumam e a necessidade de atender tudo e superar a expectativa do cliente e a minha própria fazem parte do jogo, mas e depois?

Passei duas semanas na pegada, loucura, sem dormir quase, ralando no trabalho, cuidando das coisas em casa (continuo no movimento Volta, Rose, em parceria com minha mãe), fiz coisas legais das quais me orgulho, fiz coisas malucas para que essas acontecessem, corri em 4 eventos no mesmo dia, fiz tudo o que não se deve e não digo isso por Gestão do Tempo, que isso ai é muito relativo e acho que esse lance de livros, cursos e afins a respeito é meio vigarice. Mas voltando.

Finalizando a maratona de 2 semanas, fraquejei. Na verdade, meu corpo pediu arrêgo! Abusei do meu cérebro - mantê-lo ativérrimo mais de 24h pode mesmo pifar essa máquininha, viu?! -, abusei do corpo e da resistência física - ainda mais durante uma dieta razoavelmente severa e dias desérticos em São Paulo.

Resultado: 4 dias de cama, suspeita de pneumonia e uma estafa física fora do comum.

A diferença é que agora sei meu limite DE VERDADE, sei que não posso dar brecha pra cair de cama, sei que tenho que me cuidar.


Mas e ai, motorista? Agora já estou melhorando, sei que não posso fazer tudo, mas ao mesmo tempo tenho que e o pior: acumulei 4 dias de trabalho!!!!!!!!!

A "questã", sr. motorista, é que mesmo com tudo isso, mesmo sabendo de tudo isso e tentando fazer as coisas da melhor forma, que agrade a todos, inclusive (ou até especialmente!) a mim, sempre vem aquela puta falta de sacanagem, aquelas patifarias típicas da inevitável vida adulta que de onde menos se espera, mas, ao mesmo tempo, sempre se desconfia...

Eu até tento ser uma pessoa mais ponderada, menos vingativa, posso até arriscar, MAS AI VEM O SER HUMANO E IMPLORA, como vou negar isso à humanidade? Não faz parte de ser humano ter essas reações ruins, consideradas de baixa vibração...?

Pois é... hoje não tem banho de 7 ervas, vela nem oração. Dou o melhor de mim sempre e um coisinha pequena (ai é que está tudo que é importante na vida, no que é pequeno, costumeiro e ordinário) e estraga, abala, fragiliza tudo, todo aquele lance zen, de pensar positivo e vem lá do fundinho aquele instinto primata ou, pra alguns que conhecem, o estilo Campanella de viver a vida...

Faz o seguinte: toca, motorista! Porque se eu puxar a cordinha, terei que usá-la pra fins não tão nobres. Problema, motorista, é quando isso não passar, quando não tiver volta, quando eu dormir e passar do ponto e acordar na garagem da empresa...

E Sim até as professoras, as sras. casadas e aquelas que querem ser mães (boas mães boas) têm seu instinto agressivo desperto às vezes - ainda que ainda esteja longe da TPM, o que significa que se não resolve, tende a piorar exponencialmente...

Resumo: sei que sou uma, que posso até tentar ser mil, mas sou uma; e ser uma já é foda de gerenciar.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Oportunidades - 1

Hoje aconteceu uma palestra bacana na faculdade em que leciono (FAAT), a palestrante, @marilia_lobo, falou muito bem sobre Relações Públicas Internacionais e a Comunicação Intercultural.

Posto isso acho que fica claro que a palestra falava TAMBÉM de RP (relações públicas), por isso tinha gente de Publicidade, Mkt e Jornalismo.

Durante mais de uma hora, Marília, muito claramente, colocou a importância do pensamento da comunicação com inteligência/estratégia e alinhamento ao dna ou cultura ou perfil, ou personalidade da empresa pra quem se trabalha. Ou seja, uma questão totalmente voltada à comunicação pensada, BEM pensada para as empresas.

MAS...

Ficou muito claro que nem todos absorveram isso. Um lástima...

Pude perceber que por mais inclusiva que ela fosse com todos os estudantes ali presentes, apenas aqueles de RP de fato entenderam completamente a mensagem e que os demais focaram muito na sua especialidade ou mesmo na sua mídia, na sua tarefa, sendo mais popular.

É mais do que hora dos estudantes abrirem seus horizontes e suas cabeças para um pensamento organizacional e estratégico ou invés de midiático. Ali se perdeu uma valiosa oportunidade de aprendizado e troca não só com a Marília, mas com o professores presentes e PRINCIPALMENTE com os alunos. Sim! Uns com os outros expondo a respeito de suas habilitações ou especialidades dentro da comunicação, enriquecendo, ampliando e aprimorando sua compreensão da comunicação fora dos muros acadêmicos e aprendendo mais, absorvendo mais, indo além para ser pessoas/profissionais que querem mais e vão além. Até porque é isso que o mundo dos negócios quer: GENTE QUE QUER MAIS E VAI ALÉM.

Mesmo sabendo que o estudante quer ser o cara que fará o próximo filme da Skol ou o próximo repórter de A Liga, não se pode deixar de lado, EM HIPÓTESE ALGUMA, o desenvolvimento dessa visão corporativa e mais ainda desse entendimento corporativo,que envolvo também o que o cliente quer e espera, fundamental mesmo nesse ponto do cliente, sobretudo se a atuação ou "visão" da profissão for midiática e tarefeira.
- Fiquei satisfeita em ver meus alunos.
- Fiquei chateada por eles não terem aproveitado TUDO o que poderiam se a audiência fosse menos heterogênea.
- Fiquei surpresa de ver a miopia do demais estudantes e prevejo a supresa ao sair pro mercado, a "insatisfação" com a faculdade e professores (que mentiram pra eles por 4 anos e não mostraram a realidade da "coisa", segundo essa miopia severa).

É motorista, eu ADORO LECIONAR, mas é uma profissão complexa, delicada, mas importante e REPLETA DE RESPONSABILIDADE. Pena nem todos os colegas entenderem isso, pena nem todos os estudantes entenderem issso.

Mesmo assim, TOCA MOTORISTA! Que amanhã tem aula de novo.

Passa na Liberdade? - post proibido

Hoje ADORARIA escreveer o post que eu quero, que realmente tenho vontade.

Só que inventaram uma politesse hipócrita, um tal estilo politicamente correto que me impede de dizer a verdade aqui.  ATÉ MESMO AQUI, QUE É UM LUGAR MEU! E DEVERIA SER LIVRE.

Tudo bem.

Mais dia, menos dia eu boto tudo pra fora sobre esse tema - docência, mercado e ensino superior - e outros tantos. Por isso, motorista, vou esperar o próximo!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ordinário

Hoje foi um dia e tanto, motorista, mas puxei a cordinha pra algumas coisas:
- relaxo
- falta de compromisso
- inconsequência
- ignorância
- grosseria (essa tem sido recorrente aqui, mas não vou entrar no mérito - DESTA vez)

Em contrapartida, tive um momento ótimo com gente inteligente, ligada e que está muito alinhada aos meus pensamentos, ideologias e confirmações. Inclusive, uma outra reunião rápida que promete bons frutos foi muito bacana, mesmo tão rápida.

Ai lecionei e tive que dar um sermãozinho nos pupilos... Destesto isso, mas era muito necessário e meu dever chamá-los à razão. Feito.

Fernão de volta pra SP, contas pagas (tks internet!), corpo moído de cansaço.

Então, sr. motorista, por favor, me acorda no ponto final! Porque análises e reflexões ficam pra próxima viagem


(e tenho alguns bons materiais na cabeça pra gentee bater aquele papo de ponto de ônibus!rsrsrs)

terça-feira, 27 de julho de 2010

Hot Wheels

Viagem rápida, viu, motorista! Só quero contar rapidinho um momento tão gostoso, especial e inspirador.

Sexta houve reunião dos "Los Teruga" (não posso explicar o significado disso sem autorização do grupo), mas essa é a turma de amigos da facu do meu marido, e essa reunião foi para entrega de convite de casamento de um dos malucos da turma (um dos TOP5).
Foi mega gostoso, rimos até doer a barriga Erick estava lá tb (@zericks) contando as histórias mais escabrosas envolvendo Presunto, Bibi e outras pessoas de "nível".

O que eu quero ressaltar aqui é o quanto me orgulho e me satisfaço em ver um teruga em especial. O Carlão. Esse cara  mostra que a gente pode sempre mais.

Há muitos anos, mais de 10, Carlão passou a se locomover em cadeira de rodas, o que pra muitos seria uma limitação, mas que quando ele tira de letra!

Claro que algumas coisas devem ser menos fáceis pra ele, que não abatem em nada a alegria, o vivacidade que ele transmite é revigorante, é enebriante.Pra se ter uma idéia, o cara dá aula, trabalha com TI num grande banco, curte a vida pra caraca, mostrando que a vida segue e é normal.Sim isso mesmo normalidade e naturalidade.

E mais, durante a facu, era um dos mais pegadores!!! Pois é!!! (Marcia, a noiva dele que não me ouça!)kkkkkkk

Este post, motorista, é pra registrar o quanto Henrique (@henrique_jhs) e eu nos sentimos privilegiados em per alguém tão especial e evoluído em nossas vidas. Um exemplo pra muita gente que tem o estilo "hot wheels" de vida e outras tantas necessidades especiais que só as pessoas limitadas entendem, erroneamente, como limitações.

Ah, Motorista! Seu ônibus é adaptado para cadeirantes né? Acho bom que seja!

Então, toca, motorista!!!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"Ah, mãe! Só mais 5 minutos!" - (Toy Story 3)

Férias de julho é sempre um drama: faz frio, chove (como neste dias) e pais e mães só tiram férias uma vez ao ano. E aí, o que fazer com as crianças nas férias de julho?

Como tia e madrinha dedicada que sou (mesmo! levo pra dar vacina, faço lição de casa e vou em reunião de pais e mestres), resolvi ajudar vovó Elza e levar meus sobrinhos ao cinema. Mariana (Maroni) de 9 e João Vitor (Vitono), 5. Ah! Tio Henrique (@henrique_jhs) também se juntou à bagunça.
Pegamos uma sessão 3D de Toy Story 3 com tudo a que se tem direito: pipoca, refri e ida ao banheiro na melhor hora do filme. : %
Já havia lido algumas coisas muito tocantes sobre o filme, mas o sentimento que tenho em mim agora é algo que só mesmo assistindo o filme pra entender.

Como é bom ver um filme, ou um desenho, como as crianças dizem, que traz uma mensagem tão simples e tão importante ao mesmo tempo. Principalmente porque as mensagem simples são as que realmente importam. E a questão nem é desapegar-se ou doar, mas é entender o quão importante é a infância e seus brinquedos. Sim, porque quando a gente é criança o que é nosso? O que é propriedade particular? O que é só seu? Seus BRINQUEDOS!
E que delícia é brincar, é se jogar na grama fugindo de uma gelatina extraterrestre que vem roubar os morangos da Moranguinho e Sua Turma! Ou pedir por favor para um amiguinho deixar sua Barbie namorar o Comandos em Ação dele!
Que baita exercício criativo!

Pena que a gente cresce e esquece de brincar...

A gente esquece ou não prioriza esses momentos lúdicos de alimentar a imaginação, os sonhos e tudo aquilo que devia ser, mas não é ou não existe.

Momento confissão: passei os primeiros 10 anos da minha vida acreditando dentro de mim que todos os meus brinquedos TINHAM VIDA quando eu não estava perto. Até arrumava todos em turminhas para brincarem depois de me despedir de cada um ao ir pra escola ou quando viaja 40 dias em férias de verão.

Como é gostoso isso...

Como é gostoso não ter compromisso com o real ou com o que há de chato/duro/difícil na vida... ai, ai...

E nessa nostalgia, melancolia e saudosismo todos, teve outra coisa de muito bom e especial, que é ter 30 anos e ter vivíssimas minhas lembranças mais doces das minhas brincadeiras, das maluquices "pueris" (escrevendo em termos rebuscados!rs). Deve ter gente que esqueceu ou que nem teve isso, mas eu não! Pra mim foi ontem que brincava com minha casa da Barbie 3 andares com elevador panorâmico, com meu Sr. Cara de Batata, acusava dizendo empolgada "foi o Coronel Mostarda, com a chave-inglesa, no Biblioteca!" e contava meus segredos mais íntimos e impublicáveis ao meu urso azul Franginha! (que dormiu comigo dos 6 até minha última noite de solteira - pronto falei! momento confissão #2)

Até hoje guardo alguns brinquedos, cuido deles como preciosidades e acho que não me desfazer deles é uma forma de lembrar, ainda que só às vezes, que ainda sou aquela neguinha gordinha (ainda gordinha), de cabelo trançado (bem puxadinho até ficar japonesa), !?


Agora, toca motorista! - A propósito, me casei em maio de 2008! rsrsrsrs  

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mais que crime. Uma questão de família - Caso Bruno

Não queria retomar os posts com um tema desse, mas vamos direto ao ponto: VAI DESCER, MOTORISTA!

Há semanas temos visto esse caso do goleiro Bruno e essa guria Eliza.
Não vou aqui debater a inominável atitude deste ser, que não é humano, com relação à menina, à vida, às pessoas/ sociedade. O fato em si é algo que não terá justiça completa, já que o código penal não prevê esse tipo de monstruosidade e logo não prevê prisão perpétua, castração química e afins. Porque eu não acredito que exista alguém que acredite na recuperação dessa quadrilha, seja no sistema carcerário atual ou qualquer outro neste mundo.

O mais importante de tudo isso é pensar nos atores principais desse filme, digo filme porque nem parece real de tão bizarro, afinal é coisa errada por todos os lados.
O tal do Bruno não tem qualificação, não existe palavra para dizer o que ele fez. Portanto é um desclassificado. Mas veja a trajetória dessa pessoa, que é, na verdade, uma entre milhares ou milhões no Brasil, um lugar em que família, ter filhos e cuidar deles está cada vez mais ordinário, banalizado e até mesmo ultrapassado.

A mim, me causa muuuuita estranheza e até repugnância a condução do mundo e da humanidade (ou desumanidade), sabe... eu realmente não entendo essa coisa de golpe da barriga, acho um crime com a criança, por melhor que essa seja cuidada e embora, pra mãe, em muitos casos, seja realmente eficaz e rentável. Ao mesmo tempo não entendo como uma pessoa planeja uma morte, sobretudo de uma pessoa com quem há um certo relacionamento e até um possível filho.

Nesse embróglio todo não interessa se o cara era jogador, rico ou o cacete de agulha, a questão não é a falta de estrutura desse povo que enriquece de uma hora pra outra no futebol ou outra atividade - até porque todo mundo sempre soube disso e os clubes não podem ser inteiramente responsabilizados.O que importa é a história dele como pessoa.

E da guria também! Ela é vítima sim, não merecia nada disso. Mas também é fato que ela não agiu tão corretamente nessa novela.

Acho que o tema a ser debatido aqui é como as famílias estão se deformando ou invés de se formar e como as pessoas estão vivendo baseadas em valores deturpados, bizarros mesmo.

- Casar e ter namoradas PUBLICAMENTE! Moderno, isso, não?
- Ter capangas que resolvem seus problemas sob cargos de secretário/ assessor - Chique ter assessor!
- Largar os estudos e ser modelo-manequim-manicure, pra acabar fazendo um pornozinho safado, que não vai render grana nem nada.
- Assumir a profissão oportunista, porque ai vale tudo! O importante é achar a OPORTUNIDADE seja do que for - desde que seja rentável pra valer.
- Ter filho e largar pra trás ou ter filho e ter mais um filho com a cunhada! PELO AMOR DE DEUS, MOTORISTA!

Fala pra mim ser isso é normal! Se for eu vou entender, embora não vá aceitar.

Tem coisas, atitudes que não tem desculpa, até porque, pedir desculpa é bem mais fácil do que ser consequente, responsável e correto. A novela Bruno não tem desculpa para ele, para a coitada da menina que ainda morreu, para os pais de ambos que não fizeram sua parte e para esses outros malucos que queria tirar proveito do bobo do goleiro e acabaram se ferrando junto.

Quando vejo essas coisa, repenso em ter filhos. Ao mesmo tempo não posso me privar de viver minha vida e realizar meus sonhos por seres como esses, seres não, calhordas mesmo.

É preciso, de uma vez por todas, que se entenda que a vida não é uma brincadeira - nem a própria nem a dos outros. Ser conseuquente, responsável e ter bons valores não custa muito, na verdade é de graça. É fundamental que se entenda e se propague a realidade de que casamento é coisa séria, ter uma família é muito sério e criar filhos não é fácil, mas também não é impossível. Acho que é tão simples entender isso e tentar praticar da melhor maneira...

Poderia escrever páginas e páginas sobre isso. Mas valores e compreensão do valor da vida a gente traz dentro de si e quem planta isso são as pessoas que nos amam, verdadeiramente e desinteressadamente.

Disso tudo, fica mais um aprendizado pelo mau exemplo e a certeza de que os culpados são vítimas e vice-versa.

Tudo isso me deixa muito triste e menos crédula nas pessoas, lamentável.

Nem precisa dizer que estou puxando a cordinha...


PS: Independente da história desse menina, NADA justifica sua morte. Nem a marca que esse bebê levará uma vida toda.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Pregui e a revelação de uma das principais regras da vida

Nossa, vários dias sem escrever.
O tempo passa rápido demais ou a gente é que não aproveita a vida?
Bom, esse pode ser um bom tema de post, hein!?!

Hoje estou com uma pregui danada de escrever, ser profunda ou só mandar tudo à merda.
Até tenho coisas bacanas pra contar, coisas que até o motorista largaria a direção e desceria e outras novidades. Só que to com uma pregui danada (já falei isso antes?), sabe aquela coisa boa de botar o pijamão mais cedo, assistir um programa besta só pra rir e tomar aquele leitinho com Tody e pão com manteiga (hoje bolo de fubá da mamãe) que dá depois de um dia cheio de coisas boas, como um castelinho de areia com a criançada na praia? (verídico, fato, rolou mesmo e hoje!)
Tô assim hoje.


Amanhã devo escrever mais longamente, até porque é dia da família representar!
Laranja mecânica p... nenhuma! Vamos com tudo pra cima dos tamancos de madeira (wtf is that?).
Em país moderninho, pra-frentex, levar por trás tudo bem, é legalize!!! Até porque dizem que determinadas coisas na vida respeita a seguinte regra: primeiro dói, ai dói e é gostoso e deeepois é só gostoso. Como sempre tomamos a 'laranjada' que os holandeses nos oferecem, eles já, com certeza, estão na última fase (goxxxtosssso!).

Amanhã vamos de pelo menos 2, isso só aqui da família. VAI ROBINHO!


Toca motorista! Que tô com preguiça de puxar a cordinha.


PS: Jana, vc (bailarina, magérrima e gostosona ao ponto de casar com um vestido de noiva modelo sereia, comentar meu post sobre luta com a balança é pra pedir uma pizza quatro queijos e cortar os pulsos (depois de comer)... Somos irmãs, mas não abusa, gata! rsrsrs

domingo, 27 de junho de 2010

"Eu como de tudo e não engordo" - Você acredita nisso?

O stress, algumas vezes, se torna uma aliado pra mim. Viver uma situação de stress. Porque passo a repensar muitas coisas e colocar minhas prioridades à frente, como deve ser.

Uma das prioridades é emagrecer, uma batalha que antes era eterna, porque agora, com minha panela de brigadeiro pela metade, decidi que acabou essa vida pré-obesidade sedentária, chega de deixar as pessoas acabarem com a minha auto-estima e fim da linha para essa vidinha mediana. Pé no peito, tapa na cara e sangue no zóio, rapá!

Volto pras piscinas, que é onde relaxo, volto pras lutas, que é onde desconto e vou ao pilates, que é onde me recomponho. Também está resolvida a terapia (afinal reduzir a ansiedade é reduzir o peso também - DIZEM!) e também vou com tudo na minha preparação pré-maternidade com novos exames e  drenagem linfática.
Como será isso ($) ainda não sei, mas será neste mês de julho, a partir de julho.


No último post quando falei de punhadinhos, compensações, falta de tempo/vida, sanfonas, rolhas, palitos estava falando desse lance de emagrecer/manter a forma.

Todo mundo sabe que é pessimo ficar gordo, todo mundo sabe que é horrível ficar no efeito sanfona, tomar bola e tentar chegar nessas modelos de palito. Só que todo mundo sabe que é FODA não comer coisas gostosas (porque todas elas engordam)? Será que todo mundo sabe que vivendo em São Paulo, nessa vida maluca é heroísmo comer bem, ter equilíbrio entre vida profissional e social, ter tempo pra exercícios e 8h de sono? (isso em 24h apenas)
O terrível dessa vida é que a gente acaba se compensando, como eu fiz hoje com o brigadeiro. A gente diz 'ah, eu mereço uma pizza, vai?!', só que ainda é quarta-feira! A gente se premia por não ter tempo pra outros prêmios mais bacanas, mais vivos com dar um passeio, ver os amigos, ler um livro ou fazer uma aulinha de yôga.
E ai? Engorda.

 Faz tudo que é possível, impossivel, correto e incorreto. E vem aquela gente CHATA dizendo: 'só um pedacinho! pega! só um pedacinho não tem problema!' Ah vai à merda, porra!
Baita esforço do cacete pra depois vir com essa? Isso quando não dizem 'nossa, mas tá magra demais'... ai minha Nossa Senhora da Bicicletinha...

Mas o pior disso tudo é como essa para de manter a forma começa a drenar a energia, essa preocupação, essa batalha acaba por minar a auto-estima. Geralmente o que acontece é apertar o foda-se até que reunimos forças e tentamos de novo.

Desta vez não vou pra mais um embate, vou pra batalha final! Vou ganhar essa guerra, vou ficar mais, (atenção!), mais gostosa ainda, engravidar lindamente e depois vou ser a mãe mais gostosa da escolinha!!!! É isso mesmo! E as outras mães virão me perguntar o que eu faço e vou dizer displiscentemente 'nada, malho à vezes' UAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!

Muito bem, senhor motorista, condutor de participantes da corrida dos ratos, tô puxando a cordinha e pó pará com esse ônibus. Vai descer, motorista! Vai descer essa gente sem valores, gente sabotadora, vai descer também essa gente chata que insiste em mais um punhadinho de pipoca/ pedacinho de bolo e também vai descer que criticou o coitado do Kaká, porque até ele tem direito à uma cotovelada e um "vai pra puta que te pariu" uma vez na vida (ao menos).

E depois que esse povo descer, toca pra academia, motorista! (Alguém me acompanha?)

Se até o Kaká pode, por que eu não?

Meu sábado foi zen, me refiro à manhã e à tarde, revigorante mesmo e animador, acima de tudo. Algo que me faz lembrar de que a luta é válida e de que tenho meu valor, algum valor.
Mas sempre tem algo qu estraga esses momentos, esse lance zen, tipo tomar um haduken (vide Mortal Kombat).

Poderia descontar minha decepção e meu descontentamento no meu tempo para matar (TPM), mas não vou descontar, não. Não é justo.

Confiar pra mim é algo bastante difícil. Sou de família mineira, então, sou desconfiada por natureza e trata-se de algo de muito, de extremo valor pra mim. Uma vez perdida da confiança, dependendo de quem você seja, posso até dar uma segunda chance, mas e depois disso?
Tem valores na vida dos quais não se abre mão porque são bases para várias coisas na vida. E se eles não estão presentes ou parcialmente presentes, como fazer?
O que mais me deixa estressada é a tranquilidade com que a maioria das pessoas renega isso. Renega, ignora, abre mão de certos valores e adquirem uma tal insensibilidade, que realmente me impressiona.

Isso fode, se é que dá pra ser mais enfática do que isso.

Sou uma pessoa íntegra, mas fica difícil ser humano assim, viu?!

Resultado disso: sem sono, emputecida e furiosa até comigo mesma. Veja que maravilha! E com uma panela de brigadeiro à essa hora da madruga (quando devia estar chegando de um jantar ou deuma balada)

Todo mundo tem um gatilho para a fúria e até para a violência. Pra alguns uma palavra, para outros um pescotapa na nuca (mesmo como brincadeira inocente)! Cada um com seus traumas, bloqueios e problemas.
Pois bem, meu gatilho é a falta de respeito.
Algo que se traduz em tons de voz, reações e over-reactions, quebra de acordos/palavra, entre outras demonstrações e personificações também.

Hoje me dou ao direito do meu momento Bad-Kaká, porque se o Kaká que é pastor pode, eu tô mais que liberada pro meu momento PUTA FALTA DE SACANAGEM!

Esse tipo de situação desperta em mim um lado muito feio de mim mesma, um lado do qual não gosto, embora todo mundo tenha. Um lado que me assuta. É verdade, me assuta! Porque eu tenho uma vontade primitiva de chacoalhar pessoas, de fazer uso de armas brancas como forma de ameaça ou mesmo de um bom apertão no pescoço com as mãos...

Gente! Será que eu sou psicótica??????????? 

Mas repito: se o Kaká pode dar uma cotoveladinha no cara da Costa do Marfim (um negão que 2X maior que ele), por que eu não posso ter um momento de fúria? Principalmente porque não coloco em prática o que minha mente doentia quer fazer. Tô liberada, não estou?

Então, toca motorista!


Comentar comentários existe ou é tréplica?

Adorei saber que o blog, ainda tão jovem, já tem alguns comentários e até viciados!!!

Neste post rápido quero responder umas coisinhas, na verdade, comentar os comentários, se é que é assim que se diz.

Minas, valeu pelo primeiro comentário! É isso mesmo que se espera de um bom amigo e padrinho!rsrsrsrs Sim sim sim, estou dando indireta para Albano e Rafa. Estou mesmo, e daí? Já sei que o Rafa vai dizer que eu sou dramática e blá blá blá... estou dando ombradas e dizendo "to nem ai" o que me importa é carinho e atenção dos meus amigos porque também fico carente - pronto falei!

Kalil, sempre tão atencioso e adorável como sempre! Olha o lance de queimar a cordinha é que a história da Penha é... é... como posso transmitir a intensidade disso... a história dela é foda pra caralho (sorry, não tem como dimensionar essa educadamente).

Adel, onde você anda??? Desde o casamento da Fany não nos vemos e foi tão rápido. Dê sinal de vida e vamos nos ver mais, dar umas boas risadas. E mais quero saber o que anda fazendo, soube que largou essa vida de louco que eu insisto em viver.

Cuore! Ah que saudade de atacar minhas canetas em você e guardar seu caderno na geladeira do escritório... Mas mesmo adorando você, sendo sua amiga, preciso te mandar a real (a despeito das opiniões da Maricota a seu respeito): melhor Yaya parecer com a mãe, né? Já pensou uma garotinha com cara de homem? Porque seus traços são um pouco masculinos demais para uma guriazinha. Vamos deixar pra ela outras qualidades suas, tipo... Ah! Achouque ia rasgar ceda? Pois não vou. rsrsrsrsrsrsr Depois você fica se achando, seu carioca insuportável!

Bom, comentados os comentários, vou finalizar meu brigadeiro para redigir o post de hoje.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Me explica?

Se tem uma coisa que eu DETESTO é gente sem noção e grosseria. Muitas vezes essas duas preciosidades vem acopladas. E como o mundo está cada dia mais bizarro, a coisa tá vindo no atacado. Olha isso:
Amiga da minha irmão veio ao Brasil porque o pai descobriu um câncer terminal. Tristérrimo, ela só faz chorar. A irmã, que é casada e mora na casa dos pais e não dá um tostão, vem fazendo empréstimos para ela no nome do pai e com a ciência do pai (coitado, é pai, vamos perdoar). Agora a família se encontra com uma morte anunciada e o que se fará dessas quantias? Quem pagará por isso?
Mas isso não não é o pior.
Os três irmãos resolvendo assuntos bancários do pai, já deixando tudo encaminhado, a criatura descobre que o pai tem determinadas isenções e poderia comprar automóveis com 30% de desconto. Que grande idéia: "quero financiar um carro pra mim no nome do pai".
Me explica isso? Que tipo de gente com o pai morrendo pensa isso?
ARREBENTA essa cordinha, que vai descer motorista!


Não vou comentar de Brasil X Portugal (0x0) porque é daqui pra frente que vai contar. Agora é mata-mata. E como diria o mala do Galvão Moreno (que bronze é aquele?): "Haja coração, amigo!". Você é amigo dele mortorista? Queria muito saber quem é esse amigo...

Escrevi outras tantas coisas, mas resolvi apagar, outro dia escrevo aqui. Pq? Estou sem empregada e isso não dá pra levar... não dá pra encarar. Terei que ser breve porque numa noite de sexta-feira tenho que passar roupa - olha que delicinha!?!

Quis casar, né? Agora, toma!

Mas a Penha me abandonar não estava no script... roubei Penha da minha mãe uma única vez por semana (não iria perder todos os meus mimos) e agora ficamos sem ela, eu e minha mãe... Foda! Mas um dia conto a história dela, que é de botar fogo na cordinha e no ônibus antes de descer, assim como esse apelido (Penha) que botei nela.

Amanhã escreverei sobre compensações, falta de tempo/vida, sanfonas, rolhas, palitos e de só uns punhadinhos. Não adivinhou do que estou falando???  Você não deve viver esse problema.

Bom final de semana!

Ah! E semana que vem será adorável, vamos conhecer Yayá - será ruivinha ou moreninha?
 

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Acerte o seu ai, que eu arredondo o meu aqui!

Em clima de Copa do Mundo começo meu primeiro blog.
Que vergonha, professora de comunicação, de mídias sociais que nunca teve um blog... mas agora começou.
Espero que você não esteja lendo meu blog esperando muita profundidade ou intelectualismos. Isso vai acontecer, mas não é uma regra, porque aqui vou escrever o que literalmente quiser, ou seja, vou escrever sem regra de atualização, da maneira que eu falaria e sobre aquilo que de alguma forma me incomoda no cotidiano. O nome do blog colabora com esse espírito editorial porque vou pedir pra descer sempre que algo for ridículo, absurdo ou vexatório. Ao revés pedirei "toca motorista" quando o lance for legal, bonito e admirável.

Neste post no. 1 posso falar de coisas que me incomodam nos últimos dias, como a constante preocupação com a antipatia do Dunga - que não me interessa em nada, quero resultados, quero a Copa o resto a gente vê depois... até porque os jogadores não parecem estar infelizes; essa histórinha ou melhor essa DR do Dunga com a  Globo ou com a imprensa, como alguns dizem, que é tudo uma perda de tempo, afinal de contas todo mundo pode falar o que quiser, menos o cara? A gente globaliza o Cala Boca Galvão e o coitado que tem a profissão mais ingrata do país não pode mandar alguém à merda? Ah vá! Pode parar, puxa a cordinha ai pra mim que vai descer motorista!!!!

Esse lance do Cala Boca Galvão também foi bacana pra caramba, mas a necessidade que as pessoas tem de explicar, teorizar e transformar isso em case de mídia social é chato demais, aliás isso é o chato da internet com interatividade e compartilhamento: a neurose de fazer de tudo uma tendência ou algo a servir de benchmarking. Os comentários são válidos, mas dai a querer aprofundar algo tão efêmero, acho too much.

Tem outras coisas que me incomodaram esse dias e outras que me incomodam sempre, mas falarei depois, como esse lance de autor global escrever sem pesquisar sobre profissões sérias (Relações Públicas), esse "boato" de que Michael Jackson morreu e também como as pessoas estão cada vez mais vazias (e também se esvaziando).
Vou terminar com uma menção ao Robinho, que na minha família é tratado como meu irmão. Meu pai é um santista doente e adotou o cara, assim como o Neymar. Então, não somos mais 2 meninas, somos em 4 irmãos.
Meu pai não teve filho homem, então, criou a gente pra curtir futebol. Hoje minha irmã e eu adoramos e entendemos da parada. Por isso posso dizer que essa babação de ovo em cima do Kaká é besteira, quem tem se destacado e feito diferença é "meu irmão". Tenho plena confiança de que ele será o grande nome desta seleção e do hexa, sim, do hexa, porque por vários motivos e meandros político-corporativos do futebol estou tranqüila e quase segura da vitória do Brasil na África.


Então, VAI ROBINHO!!! e pode tocar motorista!


Ah! O título do post é para o querido Silvio Luis, aquele que narra jogo como se deve.