quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Coisas que passam pela cabeça

Tem coisas que passam pela cabeça da gente e surgem do nada.
Na maioria das vezes são coisas bacanas, curiosas, instigantes. Esta foi uma coisa instigante, mas uma semana depois que isso entrou e ficou na minha cabeça, aconteceu a tragédia na região serrana do Rio de Janeiro. Ai a coisa petrificou na minha mente e me sinto obrigada a desenvolver isso ou instigar alguém a desenvolver isso.

Há quinze dias, sai da casa da minha família e vim pra casa com Henrique (meu marido). Ai vi um caminhão de coleta de lixo e fiquei prestando atenção naquilo, no processo. "Mas que coisas mais antiga, mas sem tecnologia... nada sustentável." Fiz alguns comentários e fiquei pensando mais alguns dias que realmente não se trata de uma coleta inteligente porque não é bom pro meio ambiente, é perigoso pros coletores, não é limpo ou higiênico pras ruas, muito menos para esses trabalhadores, entre outros tantos apontamentos.

 
Me questionei sobre isso, sobre como se faz em outros países, já que não vemos o mesmo sistema de coleta mundo à fora. Resolvi começar a pesquisar isso, afinal de contas, mesmo com o consumo sustentável ou responsável, nada vai adiantar a consciência da compra e do descarte, se a condução do descarte for sem inteligência e sem tecnologia.
Você já pensou nisso? Como um pensamento mais estratégico ajudaria e muuuuuito o meio ambiente no que se refere à coleta de lixo? Sem dúvida é uma questão social, econômica, política, mas principalmente humana porque nos atinge de todas as formas já citadas e também às vidas e ao patrimônio. 

 Hoje mesmo com a chuva terrível que caiu em SP, várias pessoas perderam seus carros e quase a vida nas enchentes; e  oq ue se vê? Enormes sacos de lixo boiando, lixo solto, sofá, pneu, colchão... Daqui a pouco vão jogar sogras nos córregos! rsrsrsrsrs (fica a dica - hahahahaha).
Então,. vira e mexe vou falar sobre isso este ano. Sobre lixo ou o que achamos que é lixo.
Nem era assim que gostaria de começar os posts de 2011, mas toda essa situação climática que se agrava com nosso comportamento/decisões sobre o mundo/natureza me gera um desconforto, um incômodo muito grande que só me resta colaborar das formas que posso, uma delas provocar o debate.

Feliz 2011, um ano mais consciente, social e colaborativo - em todos os sentidos!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Relações Públicas

Uau! Quase 2 meses sem aparecer... como passa rápido. Mas também muita coisa aconteceu. Só que tudo isso é assunto pra outro post, hoje quero me dedicar a algo que me realiza, que me faz cada dia melhor e me cada dia querer mais: minha profissão.
Durante o dia de hoje (ainda não dormi, então ainda é dia 2 de Dezembro, #DiadoRP!) muita coisa foi dita, estivemos até no Trending Topics! Mas quero dar um testemunho do que significa Relações Públicas - como atividade e como profissão. Quero ser passional, intensa e completamente verdadeira.

Não vou me editar muito, nem vou colocar mil cores e tamanhos de fonte. Quero ser honesta, séria e assertiva no que tenho a dividir com você, porque RP sempre esteve nos meus planos, entendia que era um segunda faculdade importante para minha vocação, Moda. Adorava desenhar, criar, inventar coisas, desenhei e confeccionei muita coisa e sempre soube que um bom estilista precisaria de um cara pra fazer assessoria de imprensa e cuidar da produção dos desfiles, por isso sabia que precisava de RP.
Pensei em cursar ambos, simultaneamente, mas optei por RP - naquele tempo moda era algo muito embrionário no Brasil, mais que RP (1998). E nos dois primeiros anos descobri que "aquilo" era o que eu queria, sempre tive a imagem da executiva bem sucedida na cabeça, talvez por ver as outras mulheres da família, essa imagem tenha se fixado na minha mente.
Pronto, estava no caminho e fiz tudo o que estava ao meu alcance pra conseguir. Sempre fui envolvida, a engajada da turma e de lá pra cá me tornei professora (apaixonada há 7 anos), fui da diretoria do Conrerp (conselho de RP) por seis anos, conheci pessoas incríveis, que nem imaginava dizer um olá, trabalhei em lugares diversos uns muito legais outros mais ou menos, cultivei amigos por onde passei e os mantive desde os tempos de Metô e agora estou aqui.

Pois é, estou aqui! Feliz da vida, em plena realização, desenvolvendo minha empresa, fazendo RP de verdade, gerando resultados concretos, apagando incêncio às vezes e planejando estrategicamente outras.

Aprendi tanto nesses 12 anos e sou tão agradecida por ter me apaixonado e abraçado à minha profissão, porque ela é desafiadora, incomum, certinha e louca (criativa) ao mesmo tempo, inventiva, sistêmica.... mas o que mais me prende, o que mais alimenta esse amor é o desafio que está em RP: o desafio de legitimação do grande público, de reconhecimento empresarial, de entendimento das nossas famílias, de fazer algo novo, apropriado e correto sempre... nossa!

Minha relação com RP é como aquele casal de velhinho que fazem boas de ouro e que continua com olhar adolescente de um pro outro, espera achar algo novo ou achar de novo aquilo que é encantador.

Acho que é isso. RP e eu seremos sempre namorados. Ás vezes a gente tem uma discussão, uma desconfiança, uma briguinha, mas é só pra fazer as pazes depois e realimentar o amor! É... é isso mesmo: Eu amo minha profissão, eu amo ser Relações Públicas (com tudo de bom e ruim que rola dentro e em torno disso).

Pra mim e pra todos vocês, Feliz #DiadoRP!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A arte da docência

Me lembro como se fosse hoje.
Era fim de agosto quando toca meu telefone e Maria Aparecida Ferrari me chama pra uma reunião, ocasião que me convidaria para lecionar, para começar nessa arte. Fábio França estava se licenciando por motivos de saúde e ambos concluíram que eu seria um bom nome pra substituí-lo em algumas matérias.
Como dizer não a um convite desses???? Não se diz não a um convite desse e ponto final.
Quando eu iria imaginar que meus professores me convidariam para ser colega deles com apenas 2 anos de graduada e com a pós em curso.

De lá pra cá, passaram-se 7 anos de Metodista, Belas Artes e Faat... Muitas carinhas, muitas vidas que vi desabrochando, muito stress, muita prova pra corrigir e diário de classe pra preencher.
A vida do professor não é nada fácil, é cheia de responsabilidade e trabalho quase que 24h porque há tb a parte da postura, né... E ainda temos que ouvir: você trabalha ou só da aula?- É mole?!
Houve um tempo em que lecionava quase todos os dias e vi que era ainda mais trabalhoso que estar full time no mercado. Hoje me divido entre academia e mercado, sim, eu "trabalho e dou aula"...!

Lecionar é uma arte, é um exercício de humanidade, de humildade, de convivência e principalmente de tolerância e adaptação. Cada turma que vem é uma, é única e cada integrante da turma precisa de um tratamento específico, de um tipo de atenção. E não pense que a coisa acaba em sala de aula ou se resume ao conteúdo da carreira, é preciso entender um pouco das histórias daquelas pessoas, enfrentar divórcios, términos de namoro, morte de cachorro, batalha por estágio, incertezas profissionais, crises pessoais e muito mais. É preciso saber, conhecer seu aluno e isso é muito mais que saber/decorar o nome dele. Muitas vezes essa participação é até mais importante que seu papel formal e tradicional de educador, ser companheiro da jornada da aprendizagem também é fundamental para despertar a vontade e a curiosidade naquele que aprende junto com você.

Tenho que reconhecer que de uns tempos pra cá as coisas tem sido complicadas, mas faz parte de qualquer mercado em evolução. Sempre haverá professor ruim e aluno chato, professor chato e aluno ruim. Mas é exercício, lembra?

O melhor de ser um docente não é ensinar, mas aprender um pouquinho com cada pessoa que passa na sua vida, aprender desde as gírias mais recentes (!) como novos conceitos e valores a partir das histórias de cada um. Eu adoro lecionar, adoro ser professora, adoro ser confundida com aluno até hoje!!! (lecionar remoça, tenho essa teoria). Curto muuuito sair com meus alunos e ex-alunos, dar risada, falar besteira e de vez em quando receber um e-mail pra dar conselhos (acha?) ou pra me convidar pra formatura (só pra me verem me acabando de chorar).

Enfim ADORO ser professora. E olha que demorei pra aceitar/assimilar essa condição e ter gente me chamando assim.

Sim, esta tambem sou eu: Thaís, a Thá, fessora, prô, prófi, prófis, profê, professora.

Beijos a todos ao meus professores todos, desde a tia Nancy da fase I, tia Fátima da primeira série, Manon (6ª série) e Marilda (1º colegial) -por bloquearem matemática por um longo tempo na minha vida -, queridos professores-amigos da faculdade, professores-feras da pós na FGV, colegas das instituições pelas quais passei, mas hoje o beijo é especial para os mais de 300 rostinhos que já passaram por mim.

Queridos alunos,
Saibam que nunca esqueço de vocês, das passagens em sala ou exta-classe, de cada momento (às vezes esqueço o nome, mas conheço cada um). Espero que a vida de vocês seja tão linda quanto as experiências que me proporcionaram. Obrigada!


Menção especial para professores oficiais e oficiosos que me ensinam todo dia:
Família (é mta gente!), João Henrique Siqueira (professor e marido), Ana Manssour, Rodrigo Cogo, Leni Pontinha, Isabel Rodrigues, João Fortunato, Rose (doméstica e gladiadora!), Elaine Lina de Oliveira, Maria José, Margarida Kunsch, Waldemar Kunsch, Isildinha (Isis) Martins, Denise Guazzelli, Jocélia Mainardi, Luis Massoco, Maria Aparecida Ferrari, Fabio França, Luis Alberto de Farias, Silvana Nader, Maura Padula, James Grunig, Claudia de Cilo, Marcia Ceschini, Everton Schultz, Gisele Lorenzetti, Gislaine Rossetti, Carlos Carvalho, Sidnéia Gomes Freitas, Wilson Bueno, Marques de Mello, Marcia Tondato, Carolina Terra, Edney (Interney), Eduardo Sphôr, Tucano ou Fernando Russel, Alexandre Ottoni, Deive Pazos Gerpe, Fabio Yabu, Etevaldo Siqueira, Danilo Andreoli, Maria Helena Santana Martins. Entre outras tantos mestres.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

"Cada idade tem seu prazer e sua dor", vó Julia (1912-2003)


Sempre que vejo essa figura (e algumas outras do cenários nacional de celebrities) penso nisso, nessa frase que minha avó me ensinou pouco antes de morrer aos 91 anos.

Entendo que as pessoas em geral, homens e mulheres, devem se cuidar, envelhecer bem, estarem bem apresentadas, mas tudo tem limite, né? Acho que envelhecer exige uma certa sabedoria e até um pouco de bom senso.
 
Já que envelhecer é regra do jogo vamos encarar com naturalidade, saúde e um pouco mais de bom humor. Tem alguns costumes que devem ser mantidos, alguns ditos que são verdadeiros, como: canja de galinha e cautela (e limite nunca) não faz mal a ninguém! - mas se você não tem... Ai, meu amigo... A coisa pode ficar literalmente feia.

Compreender que cada idade tem seu prazer e sua dor é até simples, não concorda?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dá pra viver disso?

Semana passada estive fora alguns dias.
Viajei a trabalho e para um congresso que abordou Relações Públicas e Sustentabilidade.
Bom, até ai sem novidade. Tudo se passava muito bem, até que um conhecido indaga ao meu marido com muita estranheza e surpresa: "Relações Públicas? Mas dá pra viver disso?"
Fala sério!?
Puxei a cordinha na hora, né motorista!

Toda profissão, atualmente, é complicada pra se engatar uma carreira, Relações Públicas não está fora disso, mas se o desconhecimento (eufemismo pra ignorância) não te permite enxergar do que se trata e pode gerar resultados tanto para empresas como profissionais, por favor, não me venha com esse tipo de pergunta que ainda trouxe um "tantinho" de desprezo. Aliás, essas são oportunidades de aprendizado de se conhecer o novo, mas isso apenas para aqueles que tem humildade e querem ampliar seus horizontes.

Lamentável, hein!?! Vai descer, motorista!



Ah! Ficam ai umas dicas de leitura pra saber se é possível fazer algum com RP:
Portal Exame: http://portalexame.abril.com.br/marketing/noticias/relacoes-publicas-tem-futuro-promissor-brasil-565158.html

Blog É Comunicação: http://ecomunicacao.wordpress.com/2008/09/23/relacoes-publicas-e-uma-das-10-carreiras-mais-promissoras/

Eleições ou premiações?

Tem algumas coisas que rolam por aqui, sr. Motorista, que só me levam à conclusão de que temos um país de fanfarrões que pedem pra ficar - e são atendidos.

Essa parada de eleições... esse exercício de cidadania e fortalecimento da democracia que... ahhhhhh pelo amor de Deus! Quantos por cento da população sabe escrever democracia e quantos sabem o que é mesmo cidadania?

Votei conscientemente, votei obrigatoriamente, mas votei com racionalidade e com total segurança de cada escolha, nada de premiar alguém porque vou com a cara. Aliás, se fosse assim melhor eleger o Thiago Lacerda (né mulherada?)

Não vou ficar aqui repetindo o tamanho da patifaria que se repete a cada época eleitoral em candidaturas absurdas e que são chacotas baixas com cada criatura normal e racional desta... "nação". Até porque essa cena calhorda é apoiada por aqueles que ainda são chamados de cidadãos, portanto só tenho muito a lamentar, além de fazer minha parte bem feitinha e ponto final.

Então, o que vou fazer aqui é expor minhas insatisfações, inconformismo e incômodos em relação a essa premiação aos cargos públicos:

1. Ficha Limpa
É engano meu ou ter a ficha política "limpa" passou a ser uma qualidade e não uma prerrogativa?

Dúvida: para representar a população basta não ter cometido nenhuma falta política? Estupro, agressão física, assassinato em série, extelionato, conduta moral duvidosa, vida dupla e outras atitudes, ações ou comportamentos que a pessoa pratique ou tenha praticado não são importantes?

2. Idoneidade
Pra comprar alguma coisa vc precisa ter seu nome limpo. Pra ser candidato não. Você não acha isso meio estranho?
"Ah, meu caro, estão cobrando muito de você, hein!"

Pra se construir uma carreira bacana, conquistar bons empregos e cargos é preciso boa formação, idiomas e até mesmo vivência no exterior. Pra ser candidato a um cargo político não. Ainda acha só "meio" estranho isso?
"Mas aonde é que que nós vamos parar!?!"
"É por isso (qual dos dois) que esse país não vai pra frente..."

Curioso, isso não...?

3. Emprego
Um candidato a estagiário que não tenha um terno pra uma entrevista é descartado. Ou que fale gírias ou mesmo que more em locais marginais da cidade. Mas um candidato por se vestir de palhaço, pode falar errado, pode ter agredido a própria esposa, pode ser um usuário reincidente de drogas...

Aliás, um candidato pode ser qualquer coisa. Até analfabeto funcional. Não precisa ter engajamento ou entendimento político, né Romário, Marcelinho Carioca, Sergio Reis, KLB Brothers, Mulheres-fruta e tantos outros fanfarrões que sacaneiam cada brasileiro e ainda são aplaudidos, ovacionados por uma fatia da população que mescla outros fanfarrões e muitos ignorantes.

Aos fanfarrões... acho melhor nem me manifestar, porque esses tem consciência, estudo, tudo o que é preciso pra ter algum discernimento, mas abrem mão. E aos ignorantes, sorte! Sorte pra que consigam evoluir em suas vidas, estudos e compreensão das coisas como são neste país e como afetam a si e à sociedade.

4. Mas que papelão, hein!?!
Essa frase vai para:
- Netinho de Paula, que no Pânico apertou a mão do Vesgo, mostrando que é um grandicíssimo... típico poítico brasileiro, o mais caricato e desprezível deles.
- Sr. Presidente da República, que por mais respeito que tenha à sua história, não posso achar correto que apóie determinado candidato enquanto ainda está presidente, deveria se afastar do cargo para fazer esse tipo de campanha.
- José Serra, que faz uma cara de simpático e sorridente e só assusta mais ainda querendo ser o que não é.
- Alckmin e Cassab, que ficam posando em fotinhos com o Serra como se fossem os três mosqueteiros, compadres e amigos de infância.
- Sra. Roriz. Ah! Faça-me o favor! Dê-se ao respeito, tenha auto-estima e não uma boneca de forró na mão do sr. seu marido.
- Ah! Dona Roseana e sr. Jader, vocês também podem tomar um pouquinho de vergonha, né?
- Excelentíssimos Senhores Ministros do TSE. Juram pelo salário de vocês que ainda estão pensando se o "Ficha Limpa" vai OU NÃO valer pra este pleito?

5. Cidadania e consciência
Cada vez mais realizo que um dia as coisas serão melhores aqui. Não sei se até lá estarei viva, ainda pretendendo viver até os 90, pelo menos. Mas essa realização, essa compreensão da realidade do país e das pessoas, principalmente, que aqui vivem - (sejam brasileiras ou não. porque isso contamina mais que a dengue ou a gripe do porco) - que se solidifica em mim a cada dia, a cada informação do meu próprio círculo social, só me entristece e me faz crer fielmente de que EU é que tenho que fazer o meu e pra mim e pros meus. EU é que tenho que fazer a minha parte para mim e para o todo e sem esperar nada em troca, ou melhor, tendo em troca apenas a consiência limpa, o real exercício da cidadania e a tranquilidade de que dei meu melhor e fiz o que pude por mim, pelos meus e pelo todo para o bem comum.
Faço isso sendo honesta nas minhas relações pessoais e de trabalho, por meio da docência, por meio da fé, caridade e da amizade. Mas a partir deste ano passei a fazer acontecer através de atitudes e ações concretas, porque não se vive só de ideais ou de comportamentos individuais, de fato mobilizar é algo importante e necessário.


Agora chega. Preciso começar a pensar em quem votar no segundo turno presidencial.
E essa coisa de mobilizar e fazer acontecer vou contando aqui no blog conforme as coisas puderem ser anunciadas e também forem sendo realizadas.

Finalizo com uma inquietação (que parece ser exclusiva à minha pessoa) a quem interessar possa ou a aos profissionais das leis:

O comportamento jocoso do candidato a Deputado Federal Tiririca não é passível de ação judicial, uma vez que ironiza e ridiculariza o cargo pretendido e conseqüentemente a casa pública em que pretende trabalhar? Não seria passível de ação, já que existe todo um "esforço" do governo e dos partidos para que se entenda a importância de uma eleição e vem um candidato completamente na contramão desse movimento?

Nesse caso, o Ministério Público não está representando o povo ou defendendo as insittuições/constituição/república, está?

Vai descer, motorista! Nessa viagem não vou nem que me prometam uma dentadura.

Correria, vida, tempo e boas novas

Nossa, mais de 1 mês sem puxar a cordinha. Este setembro foi atípico...
Perdi o tempo da coisa e ai percebi que perdi um pouco de vida também.

Paciência.

A partir de outubro algumas coisas vão mudar - claro que pra melhor! - e outras vão surgir, coisas completamente novas! Tudo muito que vier será SUPER DO BEM e aos poucos vou anunciando todas elas aqui.

A primeira que adianto é que vou estar mais presente aqui, não vou esvrever grandes manifestos ou críticas sempre, mas vou dar umas passadinhas pra contar o que anda rolando no mundo, na vida e como tá difícil viver sem puxar a cordinha!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Mil em uma

Nossa, consegui pegar um ônibus depois de tanto tempo. E esse sumiço me ensinou uma lição bacana, já com vinte e dez anos já deveria ter aprendido: não sou mil, sou apenas uma.

As coisas no trabalho se avolumam e a necessidade de atender tudo e superar a expectativa do cliente e a minha própria fazem parte do jogo, mas e depois?

Passei duas semanas na pegada, loucura, sem dormir quase, ralando no trabalho, cuidando das coisas em casa (continuo no movimento Volta, Rose, em parceria com minha mãe), fiz coisas legais das quais me orgulho, fiz coisas malucas para que essas acontecessem, corri em 4 eventos no mesmo dia, fiz tudo o que não se deve e não digo isso por Gestão do Tempo, que isso ai é muito relativo e acho que esse lance de livros, cursos e afins a respeito é meio vigarice. Mas voltando.

Finalizando a maratona de 2 semanas, fraquejei. Na verdade, meu corpo pediu arrêgo! Abusei do meu cérebro - mantê-lo ativérrimo mais de 24h pode mesmo pifar essa máquininha, viu?! -, abusei do corpo e da resistência física - ainda mais durante uma dieta razoavelmente severa e dias desérticos em São Paulo.

Resultado: 4 dias de cama, suspeita de pneumonia e uma estafa física fora do comum.

A diferença é que agora sei meu limite DE VERDADE, sei que não posso dar brecha pra cair de cama, sei que tenho que me cuidar.


Mas e ai, motorista? Agora já estou melhorando, sei que não posso fazer tudo, mas ao mesmo tempo tenho que e o pior: acumulei 4 dias de trabalho!!!!!!!!!

A "questã", sr. motorista, é que mesmo com tudo isso, mesmo sabendo de tudo isso e tentando fazer as coisas da melhor forma, que agrade a todos, inclusive (ou até especialmente!) a mim, sempre vem aquela puta falta de sacanagem, aquelas patifarias típicas da inevitável vida adulta que de onde menos se espera, mas, ao mesmo tempo, sempre se desconfia...

Eu até tento ser uma pessoa mais ponderada, menos vingativa, posso até arriscar, MAS AI VEM O SER HUMANO E IMPLORA, como vou negar isso à humanidade? Não faz parte de ser humano ter essas reações ruins, consideradas de baixa vibração...?

Pois é... hoje não tem banho de 7 ervas, vela nem oração. Dou o melhor de mim sempre e um coisinha pequena (ai é que está tudo que é importante na vida, no que é pequeno, costumeiro e ordinário) e estraga, abala, fragiliza tudo, todo aquele lance zen, de pensar positivo e vem lá do fundinho aquele instinto primata ou, pra alguns que conhecem, o estilo Campanella de viver a vida...

Faz o seguinte: toca, motorista! Porque se eu puxar a cordinha, terei que usá-la pra fins não tão nobres. Problema, motorista, é quando isso não passar, quando não tiver volta, quando eu dormir e passar do ponto e acordar na garagem da empresa...

E Sim até as professoras, as sras. casadas e aquelas que querem ser mães (boas mães boas) têm seu instinto agressivo desperto às vezes - ainda que ainda esteja longe da TPM, o que significa que se não resolve, tende a piorar exponencialmente...

Resumo: sei que sou uma, que posso até tentar ser mil, mas sou uma; e ser uma já é foda de gerenciar.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Oportunidades - 1

Hoje aconteceu uma palestra bacana na faculdade em que leciono (FAAT), a palestrante, @marilia_lobo, falou muito bem sobre Relações Públicas Internacionais e a Comunicação Intercultural.

Posto isso acho que fica claro que a palestra falava TAMBÉM de RP (relações públicas), por isso tinha gente de Publicidade, Mkt e Jornalismo.

Durante mais de uma hora, Marília, muito claramente, colocou a importância do pensamento da comunicação com inteligência/estratégia e alinhamento ao dna ou cultura ou perfil, ou personalidade da empresa pra quem se trabalha. Ou seja, uma questão totalmente voltada à comunicação pensada, BEM pensada para as empresas.

MAS...

Ficou muito claro que nem todos absorveram isso. Um lástima...

Pude perceber que por mais inclusiva que ela fosse com todos os estudantes ali presentes, apenas aqueles de RP de fato entenderam completamente a mensagem e que os demais focaram muito na sua especialidade ou mesmo na sua mídia, na sua tarefa, sendo mais popular.

É mais do que hora dos estudantes abrirem seus horizontes e suas cabeças para um pensamento organizacional e estratégico ou invés de midiático. Ali se perdeu uma valiosa oportunidade de aprendizado e troca não só com a Marília, mas com o professores presentes e PRINCIPALMENTE com os alunos. Sim! Uns com os outros expondo a respeito de suas habilitações ou especialidades dentro da comunicação, enriquecendo, ampliando e aprimorando sua compreensão da comunicação fora dos muros acadêmicos e aprendendo mais, absorvendo mais, indo além para ser pessoas/profissionais que querem mais e vão além. Até porque é isso que o mundo dos negócios quer: GENTE QUE QUER MAIS E VAI ALÉM.

Mesmo sabendo que o estudante quer ser o cara que fará o próximo filme da Skol ou o próximo repórter de A Liga, não se pode deixar de lado, EM HIPÓTESE ALGUMA, o desenvolvimento dessa visão corporativa e mais ainda desse entendimento corporativo,que envolvo também o que o cliente quer e espera, fundamental mesmo nesse ponto do cliente, sobretudo se a atuação ou "visão" da profissão for midiática e tarefeira.
- Fiquei satisfeita em ver meus alunos.
- Fiquei chateada por eles não terem aproveitado TUDO o que poderiam se a audiência fosse menos heterogênea.
- Fiquei surpresa de ver a miopia do demais estudantes e prevejo a supresa ao sair pro mercado, a "insatisfação" com a faculdade e professores (que mentiram pra eles por 4 anos e não mostraram a realidade da "coisa", segundo essa miopia severa).

É motorista, eu ADORO LECIONAR, mas é uma profissão complexa, delicada, mas importante e REPLETA DE RESPONSABILIDADE. Pena nem todos os colegas entenderem isso, pena nem todos os estudantes entenderem issso.

Mesmo assim, TOCA MOTORISTA! Que amanhã tem aula de novo.

Passa na Liberdade? - post proibido

Hoje ADORARIA escreveer o post que eu quero, que realmente tenho vontade.

Só que inventaram uma politesse hipócrita, um tal estilo politicamente correto que me impede de dizer a verdade aqui.  ATÉ MESMO AQUI, QUE É UM LUGAR MEU! E DEVERIA SER LIVRE.

Tudo bem.

Mais dia, menos dia eu boto tudo pra fora sobre esse tema - docência, mercado e ensino superior - e outros tantos. Por isso, motorista, vou esperar o próximo!