As coisas no trabalho se avolumam e a necessidade de atender tudo e superar a expectativa do cliente e a minha própria fazem parte do jogo, mas e depois?
Passei duas semanas na pegada, loucura, sem dormir quase, ralando no trabalho, cuidando das coisas em casa (continuo no movimento Volta, Rose, em parceria com minha mãe), fiz coisas legais das quais me orgulho, fiz coisas malucas para que essas acontecessem, corri em 4 eventos no mesmo dia, fiz tudo o que não se deve e não digo isso por Gestão do Tempo, que isso ai é muito relativo e acho que esse lance de livros, cursos e afins a respeito é meio vigarice. Mas voltando.
Finalizando a maratona de 2 semanas, fraquejei. Na verdade, meu corpo pediu arrêgo! Abusei do meu cérebro - mantê-lo ativérrimo mais de 24h pode mesmo pifar essa máquininha, viu?! -, abusei do corpo e da resistência física - ainda mais durante uma dieta razoavelmente severa e dias desérticos em São Paulo.
Resultado: 4 dias de cama, suspeita de pneumonia e uma estafa física fora do comum.
A diferença é que agora sei meu limite DE VERDADE, sei que não posso dar brecha pra cair de cama, sei que tenho que me cuidar.
Mas e ai, motorista? Agora já estou melhorando, sei que não posso fazer tudo, mas ao mesmo tempo tenho que e o pior: acumulei 4 dias de trabalho!!!!!!!!!
A "questã", sr. motorista, é que mesmo com tudo isso, mesmo sabendo de tudo isso e tentando fazer as coisas da melhor forma, que agrade a todos, inclusive (ou até especialmente!) a mim, sempre vem aquela puta falta de sacanagem, aquelas patifarias típicas da inevitável vida adulta que de onde menos se espera, mas, ao mesmo tempo, sempre se desconfia...
Eu até tento ser uma pessoa mais ponderada, menos vingativa, posso até arriscar, MAS AI VEM O SER HUMANO E IMPLORA, como vou negar isso à humanidade? Não faz parte de ser humano ter essas reações ruins, consideradas de baixa vibração...?
Pois é... hoje não tem banho de 7 ervas, vela nem oração. Dou o melhor de mim sempre e um coisinha pequena (ai é que está tudo que é importante na vida, no que é pequeno, costumeiro e ordinário) e estraga, abala, fragiliza tudo, todo aquele lance zen, de pensar positivo e vem lá do fundinho aquele instinto primata ou, pra alguns que conhecem, o estilo Campanella de viver a vida...
Faz o seguinte: toca, motorista! Porque se eu puxar a cordinha, terei que usá-la pra fins não tão nobres. Problema, motorista, é quando isso não passar, quando não tiver volta, quando eu dormir e passar do ponto e acordar na garagem da empresa...
E Sim até as professoras, as sras. casadas e aquelas que querem ser mães (boas mães boas) têm seu instinto agressivo desperto às vezes - ainda que ainda esteja longe da TPM, o que significa que se não resolve, tende a piorar exponencialmente...
Resumo: sei que sou uma, que posso até tentar ser mil, mas sou uma; e ser uma já é foda de gerenciar.
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