terça-feira, 10 de agosto de 2010

Oportunidades - 1

Hoje aconteceu uma palestra bacana na faculdade em que leciono (FAAT), a palestrante, @marilia_lobo, falou muito bem sobre Relações Públicas Internacionais e a Comunicação Intercultural.

Posto isso acho que fica claro que a palestra falava TAMBÉM de RP (relações públicas), por isso tinha gente de Publicidade, Mkt e Jornalismo.

Durante mais de uma hora, Marília, muito claramente, colocou a importância do pensamento da comunicação com inteligência/estratégia e alinhamento ao dna ou cultura ou perfil, ou personalidade da empresa pra quem se trabalha. Ou seja, uma questão totalmente voltada à comunicação pensada, BEM pensada para as empresas.

MAS...

Ficou muito claro que nem todos absorveram isso. Um lástima...

Pude perceber que por mais inclusiva que ela fosse com todos os estudantes ali presentes, apenas aqueles de RP de fato entenderam completamente a mensagem e que os demais focaram muito na sua especialidade ou mesmo na sua mídia, na sua tarefa, sendo mais popular.

É mais do que hora dos estudantes abrirem seus horizontes e suas cabeças para um pensamento organizacional e estratégico ou invés de midiático. Ali se perdeu uma valiosa oportunidade de aprendizado e troca não só com a Marília, mas com o professores presentes e PRINCIPALMENTE com os alunos. Sim! Uns com os outros expondo a respeito de suas habilitações ou especialidades dentro da comunicação, enriquecendo, ampliando e aprimorando sua compreensão da comunicação fora dos muros acadêmicos e aprendendo mais, absorvendo mais, indo além para ser pessoas/profissionais que querem mais e vão além. Até porque é isso que o mundo dos negócios quer: GENTE QUE QUER MAIS E VAI ALÉM.

Mesmo sabendo que o estudante quer ser o cara que fará o próximo filme da Skol ou o próximo repórter de A Liga, não se pode deixar de lado, EM HIPÓTESE ALGUMA, o desenvolvimento dessa visão corporativa e mais ainda desse entendimento corporativo,que envolvo também o que o cliente quer e espera, fundamental mesmo nesse ponto do cliente, sobretudo se a atuação ou "visão" da profissão for midiática e tarefeira.
- Fiquei satisfeita em ver meus alunos.
- Fiquei chateada por eles não terem aproveitado TUDO o que poderiam se a audiência fosse menos heterogênea.
- Fiquei surpresa de ver a miopia do demais estudantes e prevejo a supresa ao sair pro mercado, a "insatisfação" com a faculdade e professores (que mentiram pra eles por 4 anos e não mostraram a realidade da "coisa", segundo essa miopia severa).

É motorista, eu ADORO LECIONAR, mas é uma profissão complexa, delicada, mas importante e REPLETA DE RESPONSABILIDADE. Pena nem todos os colegas entenderem isso, pena nem todos os estudantes entenderem issso.

Mesmo assim, TOCA MOTORISTA! Que amanhã tem aula de novo.

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