sexta-feira, 16 de julho de 2010

"Ah, mãe! Só mais 5 minutos!" - (Toy Story 3)

Férias de julho é sempre um drama: faz frio, chove (como neste dias) e pais e mães só tiram férias uma vez ao ano. E aí, o que fazer com as crianças nas férias de julho?

Como tia e madrinha dedicada que sou (mesmo! levo pra dar vacina, faço lição de casa e vou em reunião de pais e mestres), resolvi ajudar vovó Elza e levar meus sobrinhos ao cinema. Mariana (Maroni) de 9 e João Vitor (Vitono), 5. Ah! Tio Henrique (@henrique_jhs) também se juntou à bagunça.
Pegamos uma sessão 3D de Toy Story 3 com tudo a que se tem direito: pipoca, refri e ida ao banheiro na melhor hora do filme. : %
Já havia lido algumas coisas muito tocantes sobre o filme, mas o sentimento que tenho em mim agora é algo que só mesmo assistindo o filme pra entender.

Como é bom ver um filme, ou um desenho, como as crianças dizem, que traz uma mensagem tão simples e tão importante ao mesmo tempo. Principalmente porque as mensagem simples são as que realmente importam. E a questão nem é desapegar-se ou doar, mas é entender o quão importante é a infância e seus brinquedos. Sim, porque quando a gente é criança o que é nosso? O que é propriedade particular? O que é só seu? Seus BRINQUEDOS!
E que delícia é brincar, é se jogar na grama fugindo de uma gelatina extraterrestre que vem roubar os morangos da Moranguinho e Sua Turma! Ou pedir por favor para um amiguinho deixar sua Barbie namorar o Comandos em Ação dele!
Que baita exercício criativo!

Pena que a gente cresce e esquece de brincar...

A gente esquece ou não prioriza esses momentos lúdicos de alimentar a imaginação, os sonhos e tudo aquilo que devia ser, mas não é ou não existe.

Momento confissão: passei os primeiros 10 anos da minha vida acreditando dentro de mim que todos os meus brinquedos TINHAM VIDA quando eu não estava perto. Até arrumava todos em turminhas para brincarem depois de me despedir de cada um ao ir pra escola ou quando viaja 40 dias em férias de verão.

Como é gostoso isso...

Como é gostoso não ter compromisso com o real ou com o que há de chato/duro/difícil na vida... ai, ai...

E nessa nostalgia, melancolia e saudosismo todos, teve outra coisa de muito bom e especial, que é ter 30 anos e ter vivíssimas minhas lembranças mais doces das minhas brincadeiras, das maluquices "pueris" (escrevendo em termos rebuscados!rs). Deve ter gente que esqueceu ou que nem teve isso, mas eu não! Pra mim foi ontem que brincava com minha casa da Barbie 3 andares com elevador panorâmico, com meu Sr. Cara de Batata, acusava dizendo empolgada "foi o Coronel Mostarda, com a chave-inglesa, no Biblioteca!" e contava meus segredos mais íntimos e impublicáveis ao meu urso azul Franginha! (que dormiu comigo dos 6 até minha última noite de solteira - pronto falei! momento confissão #2)

Até hoje guardo alguns brinquedos, cuido deles como preciosidades e acho que não me desfazer deles é uma forma de lembrar, ainda que só às vezes, que ainda sou aquela neguinha gordinha (ainda gordinha), de cabelo trançado (bem puxadinho até ficar japonesa), !?


Agora, toca motorista! - A propósito, me casei em maio de 2008! rsrsrsrs  

Um comentário:

  1. Saudades desse tempo também... Por isso aind jogo RPG, só pra manter a imaginação funcionando.

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